É o voto contra o “corporativismo sindical”, estúpido!

Mais uma vez o candidato do Partidos dos Trabalhadores (PT) caminha para uma derrota eleitoral no governo de SP.
Mais uma candidatura petista que não entende que os tempos mudaram… o PT de São Paulo não mudou… o PT de São Paulo continua atrelado a um falido corporativismo sindical incrustado no serviço público, mais especificamente no serviço público Educação.
O sindicalismo do metalúrgico Lula era contra os maus patrões das empresas privadas… havia também o movimento sindical dos bancários, dos motoristas, dos comerciários…
Na época do regime militar, apoiado por grande parte do empresariado, qualquer mobilização sindical ou greve podia ser considerado ato em favor da democracia; até mesmo paralisações nos serviços públicos tinham apoio de amplas camadas da população comprometidas com a democracia…

Mas, com o fim do regime militar, a população rapidamente identificou que havia um mau corporativismo no serviço público, um corporativismo que não reconhece que o seu verdadeiro patrão é todo e qualquer cidadão; e que o usuário do serviço público merece todo o respeito principalmente porque é ele que garante a existência de tal serviço e o salário do funcionário público.

De todos os serviços públicos oferecidos aos paulistas, certamente um dos piores é a educação pública. Lá impera um mau corporativismo que não aceita nenhum tipo de fiscalização e nem mesmo a livre participação dos alunos, mães e pais na gestão escolar. As eleições anuais dos conselhos de escolas são fraudadas pelas direções escolares… direções estas que atuam como “verdadeiros senhores feudais da Idade Média”… “Não interessa o que diz a lei”, já disse publicamente um presidente do sindicato de diretores de SP em 2007: “na minha escola não vai entrar ninguém sem uniforme… não interessa o que diz a lei”. (Assita ao vídeo aqui: “Autoritarismo na escola pública“)

A Constituição Federal consagrou a jornada reduzida e aposentadoria especial para os professores, devido ao desgaste físico e emocional que a profissão causa aos professores dedicados… Nossa Constituição Federal também abriu a possibilidade de uma pessoa acumular 2 (dois) empregos públicos: um de professor e outro de técnico… um técnico poderia ministrar aulas também, passando para os alunos a sua vivência profissional, por exemplo…
Mas, o que se viu foi uma classe inteira de professores acumulando 2 (dois) empregos públicos de professores!!! Existem vários casos de professores acumulando também um terceiro emprego de professor na rede privada… Então, a questão da jornada especial e a aposentadoria especial “para professores” virou pura enganação… A lei foi criada para proteger a saúde física e mental do professor… mas o mau corporativismo manipulou a lei e criou a possibilidade do professor enganar em 2 ou mais empregos… E que se danem os alunos que “pegarem” aulas com esse professor estressado ou esgotado física e emocionalmente, pois sempre haverá a desculpinha esfarrapada de que a culpa do fracasso escolar é da “violência escolaar”, a culpa é dos alunos e de seus pais…

O candidato do PT ao governo de SP já comprou o discurso dos maus professores que mandam nas escolas públicas. O candidato está falando em acabar com uma tal de “aprovação automática” (sic), culpando o atual governo e ameaçando nossas crianças com a chantagem da reprovação… O candidato petista ignora (ou esconde da população) que a “Progressão Continuada” foi transformada em “aprovação automática” justamente pelos maus professores que não ensinam seus alunos nas aulas normais e nem oferecem aulas de recuperação… Para não darem explicações e nem confessarem suas falhas, estes maus professores “colocam uma nota azul lá… e passam o infeliz”… (Assita ao vídeo aqui: “Violência escolar e enganação escolar“)

Uma verdadeira política educacional exige educação integral, em tempo integral, e professores com dedicação exclusiva a uma única escola…
Mas os maus professores querem atuar em mais de uma escola, pois assim não são responsabilizados pelo (mau) desempenho de nenhuma destas escolas… o bom professor será igualado ao maus professor… neste sistema, sem avaliação individual do desempenho do professor, o maus professor nunca será obrigado a se reciclar e jamais será demitido por baixo desempenho.

continua…

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