Presidenta Dilma na ONU – Este será o século das mulheres.


A presidenta Dilma Rousseff abriu, nesta quarta-feira (21/09), a 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo”, disse Dilma. “Tenho certeza que este será o século das mulheres”, acrescentou.

Leia o discurso na íntegra (em anexo).

Veja o discurso aqui:

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Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral.
É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.
É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.
Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher – e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza de que este será o século das mulheres.
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Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do planeta.
Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor.
Senhor presidente,
É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente m ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa ragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos.
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No meu país, a mulher tem sido fundamental na superação das desigualdades sociais. Nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central.
São elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos.
Mas o meu país, como todos os países do mundo, ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher .
Ao falar disso, cumprimento o Secretário-Geral Ban Ki-moon pela prioridade que tem conferido às mulheres em sua gestão à frente das Nações Unidas.
Saúdo, em especial, a criação da ONU Mulher e sua Diretora-Executiva, Michelle Bachelet.
Senhor Presidente,
Sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos.
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Aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar.
Aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar.
Aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.
Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.
Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.
E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª (sexagésima sexta) Assembléia Geral da ONU.
Muito obrigada

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