Investigações sobre a morte de Teori levará mais de um ano…

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Quem imaginava que a primeira morte relacionada à Operação Lava Jato seria do ministro do STF que estava pronto para aceitar denúncia contra as mais altas autoridades públicas do Brasil?

Com a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, o caso fica paralisado até que seja nomeado um novo ministro, o qual será indicado pelo golpista em exercício; e aprovado pelo Senado Federal, incluindo o voto de vários senadores denunciados na Operação Lava Jato.

Considerando que uma investigação completa do “acidente aéreo” levará mais de um ano para ser esclarecido – se for esclarecido, a quadrilha que tomou o poder em Brasília já terá se livrado de todos os seus adversários.

Memória:
Como ninguém foi punido pelo golpe de 1964, os atuais golpistas também apostam na impunidade: contam com a complacência servil de diversas instituições, inclusive no poder judiciário, onde muitos agentes públicos já sabiam da roubalheira desta quadrilha desde pelo menos março de 2016.

O Brasil não é para amadores.
Para se livrar da cadeia, os golpistas não têm limites, pouco se importando se seus atos irão incendiar o Brasil de ponta a ponta.

O ano da Décima Nona estrela no brasão da PM?
Neste ano do centenário da Greve de 1917 pela conquista de direitos mínimos no Trabalho, não será surpresa se as manifestações em defesa dos direitos sociais e trabalhistas forem reprimidos com a conhecida violência policial, a qual tem origem nos famigerados “capitães-de-mato” (pagos pelos fazendeiros para caçar os negros que fugiam da escravidão) .

No brasão da PM paulista existem 18 estrelas, sendo que a 10ª é para “homenagear” os herdeiros dos capitães-do-mato que reprimiram violentamente os manifestantes na Greve de 1917.

Ninguém tem dúvidas de como será a atuação das polícias militares contra as greves que virão em 2017 (vide atuação de diversas polícias militares nos últimos anos)… e possivelmente haverá mais uma estrela no brasão da PM de SP.

História – Greve de 1917

Ainda no inicio do século XX, um número considerável de imigrantes italianos abandonou o regime de servidão imperante nas fazendas de café do interior paulista para trabalhar em fábricas na capital. No meio urbano, passaram a atuar contra as precárias condições de trabalho nas fábricas, a utilização massiva de mão de obra infantil e as jornadas laborais de mais de 13 horas. Em diversas cidades os italianos passaram também a fazer contato com grupos de ativistas libertários brasileiros, mas também espanhóis e portugueses emigrados. Juntos estes trabalhadores de diferentes origens fundaram diversos sindicatos e organizações de trabalhadores que compunham o movimento operário, lutando por direitos laborais básicos, como férias, salários dignos, jornada laboral diária de oito horas e proibição do trabalho infantil.[2]

Em 9 de julho, uma carga de cavalaria foi lançada contra os operários que protestavam na porta da fábrica Mariângela, no Brás resultou na morte do jovem anarquista espanhol José Martinez. Seu funeral atraiu uma multidão que atravessou a cidade acompanhando o corpo até o cemitério do Araçá onde foi sepultado. Indignados e já preparados para a greve os operários da indústria textil Cotonifício Crespi, com sede na Mooca entraram em greve, e logo foram seguidos por outras fábricas e bairros operários. Três dias depois mais de 70 mil trabalhadores já aderiram a greve. Armazéns foram saqueados, bondes e outros veículos foram incendiados e barricadas foram erguidas em meio às ruas. (leia mais aqui).

Terori Zavascki: descanse em paz.

São Paulo, 19 de janeiro de 2017.

Mauro Alves da Silva

blogdomaurosilva.wordpress.com

 

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